Filhos de Mauricio de Sousa lembram como notaram fama do pai na infância
Mauricio de Sousa: Celebrando 90 Anos de Criatividade e Legado
Nesta segunda-feira, dia 27, celebramos uma data muito especial: os 90 anos de Mauricio de Sousa, o renomado cartunista brasileiro e criador da icônica Turma da Mônica. Ao longo de sua carreira, ele não apenas trouxe alegria e entretenimento para crianças e adultos, mas também se tornou uma figura de grande relevância cultural no Brasil. Para marcar essa ocasião, a CNN teve a oportunidade de conversar com dois de seus filhos, que compartilharam suas experiências e reflexões sobre a fama do pai durante a infância.
A Descoberta da Fama
Marina Sousa, a filha de 40 anos de Mauricio, recorda como percebeu a notoriedade do pai enquanto ainda era criança. “Na escola, sempre que ele aparecia, era como se houvesse uma comoção coletiva. As pessoas ficavam animadas, queriam tirar fotos e abraçar ele. Eu comecei a entender que ele era alguém especial para muitas pessoas”, disse.
Essa percepção não veio de forma instantânea, mas ao longo do tempo, Marina percebeu que seu pai não era apenas um pai comum, mas sim uma celebridade que impactava a vida de muitos. O que é curioso, é que essa fama também gerou sentimentos de ciúmes. “Eu me sentia um pouco enciumada, porque via outras crianças dizendo que ele era como um pai para elas. Na minha cabeça infantil, eu pensava: ‘Não, ele é meu pai!’. Então, eu ia lá e o abraçava, como se quisesse reafirmar a posse”, compartilhou.
A Perspectiva de Mauro Sousa
Por outro lado, Mauro Sousa, o irmão de Marina, teve uma percepção similar, mas com algumas diferenças. “Quando eu estava na escola, também percebi que as pessoas olhavam para meu pai de uma maneira diferente. Era uma mistura de orgulho e um pouco de insegurança, porque você percebe que seu pai é diferente dos outros”, relatou Mauro.
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Ele lembra que seu momento de epifania ocorreu quando se viu retratado como um personagem na Turma da Mônica. “Eu tinha cerca de seis ou sete anos e, ao ver meu pai como autor, tudo começou a fazer sentido. Naquele momento, percebi que não era apenas um pai comum, mas alguém que criava histórias que faziam parte da minha vida e da vida de muitas outras crianças”, explicou.