PL vai usar brecha legal para tentar salvar mandato de Eduardo Bolsonaro
PL Busca Maneira de Manter Eduardo Bolsonaro no Cargo: Entenda a Estratégia
O Partido Liberal (PL) está em uma corrida contra o tempo para tentar garantir que Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo estado de São Paulo, consiga manter seu mandato. Isso ocorre em meio a uma série de desafios, principalmente após a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que frustrou uma tentativa inicial do partido para manter Eduardo em seu cargo.
Artigo 55 da Constituição Federal: O Que Diz?
Um dos principais pilares da estratégia do PL é o artigo 55 da Constituição Federal. Este artigo estabelece que um parlamentar pode perder seu mandato se acumular um terço ou mais de faltas não justificadas em sessões ordinárias. A interpretação desse artigo é crucial para a manobra que o partido planeja realizar.
Segundo Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, a chave para essa interpretação está na definição de “sessões ordinárias”. Ele aponta que, desde a pandemia, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, adotou uma prática de convocar sessões extraordinárias. Isso cria uma brecha, pois, na visão do PL, as faltas em sessões extraordinárias não deveriam contar como faltas em sessões ordinárias.
A Brecha nas Sessões Extraordinárias
O entendimento do PL é que, ao se considerar as faltas em sessões extraordinárias, a contagem de faltas de Eduardo poderia ser reduzida, o que ajudaria a preservar seu mandato. No entanto, essa estratégia não é isenta de riscos. Um precedente importante foi estabelecido por Chiquinho Brazão, que perdeu seu mandato após ser preso e acumular um ano e um mês de ausência.
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Esse caso levanta questões sobre a eficácia da defesa do PL. Sóstenes foi questionado sobre esse precedente e afirmou que a defesa de Brazão cometeu um erro. Ele expressou confiança em que a estratégia do PL, baseada no regimento, seria mais sólida.
Primeira Tentativa Frustrada
A primeira tentativa do PL em salvar Eduardo Bolsonaro envolveu nomeá-lo como líder da minoria na Câmara. A expectativa era que, uma vez nessa posição, a presença de líderes não fosse contabilizada, o que evitaria que suas faltas fossem computadas. Infelizmente, essa estratégia foi frustrada em setembro, quando a secretaria-geral da Mesa da Câmara decidiu que a ausência do deputado fora do território nacional era incompatível com as atribuições de uma liderança.