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Lula causa polêmica ao declarar novamente sobre evangélicos

Em um novo movimento para se reaproximar do público evangélico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a tocar num tema sensível dentro da política brasileira: a relação entre a esquerda e os fiéis das igrejas. Durante o 16º Congresso do PCdoB, realizado na quinta-feira (16), Lula afirmou que os evangélicos não são contra a esquerda, mas que o erro está na forma como os políticos progressistas tentam dialogar com esse grupo.

“Qual é o projeto que nós vamos apresentar a esse país? Quando é que nós vamos parar de dizer que os evangélicos são contra nós? Evangélicos não são contra nós nada. Nós é que não sabemos falar com eles. O erro está na gente, não está neles”, declarou o presidente, num tom de autocrítica raro dentro da própria esquerda.

A fala veio justamente no mesmo dia em que Lula recebeu no Palácio do Planalto o bispo Samuel Ferreira, uma das principais lideranças da Assembleia de Deus no Brás, em São Paulo. O encontro também contou com o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Messias, que é evangélico praticante, vem sendo cotado para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) nas próximas semanas — uma possível indicação que tem chamado atenção tanto no meio político quanto nas igrejas.

Segundo relatos, o bispo Samuel aproveitou a reunião para falar sobre o crescimento da Assembleia de Deus e o papel social da igreja, especialmente no acolhimento de famílias em situação de vulnerabilidade. Lula, por sua vez, fez questão de elogiar o trabalho realizado pelos religiosos.

Do you have a pet at home?

“É um trabalho pautado em valores cristãos que também mobilizam as ações do nosso governo: respeito, fraternidade, comunhão e apoio às famílias”, publicou o presidente em suas redes sociais, em um post que soou como um gesto simbólico de aproximação.

Nos bastidores de Brasília, o encontro foi lido como mais um passo na tentativa do governo de abrir um canal de diálogo com o eleitorado evangélico, um segmento que representa cerca de um terço da população brasileira e que, nas últimas eleições, se mostrou majoritariamente contrário ao PT. A estratégia vem sendo reforçada não só por Lula, mas também pela primeira-dama, Janja da Silva.

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