Crise climática já é sentida por 9 em cada 10 moradores da Amazônia Legal
Como as Mudanças Climáticas Estão Transformando a Vida na Amazônia Legal
As mudanças climáticas não são uma realidade distante; elas já estão impactando diretamente a vida de milhões de pessoas, especialmente na região da Amazônia Legal. Um estudo recente, divulgado em 8 de outubro de 2025, revela que a maioria dos habitantes dessa vasta área acredita que o aquecimento global é um fenômeno que está em curso. Com 90,6% dos entrevistados afirmando acreditar nas alterações climáticas e 88,4% reconhecendo que tanto o Brasil quanto o mundo enfrentam mudanças significativas no clima, fica claro que a preocupação é intensa.
O Estudo e Seus Resultados
A pesquisa, intitulada “Mais Dados Mais Saúde – Clima e Saúde na Amazônia Legal”, foi realizada pela Umane e Vital Strategies, com o apoio do Instituto Devive. Entre maio e julho de 2025, 4.037 pessoas de nove estados da região foram ouvidas. O levantamento trouxe à tona dados alarmantes: cerca de um terço da população (32%) relatou já ter sido afetada diretamente pelas mudanças climáticas.
Thais Junqueira, superintendente-geral da Umane, enfatizou que “enfrentar a crise climática na Amazônia é mais do que uma agenda ambiental — é uma questão de saúde pública e de redução de desigualdades”. Isso mostra que as mudanças climáticas não afetam apenas o meio ambiente, mas também a saúde e o bem-estar das comunidades locais.
Impactos Diretos Sentidos pela População
Os impactos das mudanças climáticas são diversos e preocupantes. Entre os principais efeitos citados pelos entrevistados, destacam-se:
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- Aumento da conta de energia elétrica: 83,4% dos moradores perceberam um aumento significativo.
- Aumento da temperatura média: 82,4% relataram que as temperaturas estão mais elevadas.
- Poluição do ar: 75% citaram a piora na qualidade do ar.
- Desastres ambientais: 74,4% afirmaram ter enfrentado desastres relacionados ao clima.
- Preços dos alimentos: 73% notaram um aumento nos preços dos alimentos.
Além disso, quase 65% dos entrevistados relataram ter vivenciado ondas de calor mais intensas nos últimos dois anos, o que é um indicativo claro das mudanças climáticas que estão ocorrendo na região.
A Vulnerabilidade das Comunidades Tradicionais
Os povos e comunidades tradicionais estão entre os mais afetados. A pesquisa revelou que 24,1% deles relataram uma piora na qualidade da água, enquanto 21,4% apontaram problemas na produção de alimentos. Esses índices são significativamente maiores do que os da população em geral, o que demonstra que esses grupos estão mais expostos aos efeitos das mudanças climáticas.