Macron apresentará “prova científica” de que sua companheira nasceu mulher
Do outro lado, a defesa de Candace Owens tenta arquivar o caso. Os advogados alegam que o processo foi aberto em um estado sem ligação direta com o ocorrido e que obrigar a influenciadora a se defender em Delaware causaria “dificuldades financeiras e operacionais substanciais”. Owens, por sua vez, já comentou publicamente que considera o processo uma afronta à liberdade de expressão. Para ela, criticar figuras públicas faz parte do espírito democrático norte-americano: “Não há nada mais americano do que poder criticar”, afirmou.
Esse embate jurídico ganha ainda mais relevância no cenário atual, em que a questão da desinformação e das fake news está no centro do debate político. Basta lembrar o impacto que boatos e teorias da conspiração tiveram nas eleições dos EUA em 2020 e agora nas discussões sobre as próximas eleições de 2024, tanto na América quanto na Europa. O caso Macron vs. Candace Owens acaba se tornando um exemplo de até onde uma mentira pode ir quando é turbinada pelas redes sociais e como líderes políticos estão tentando reagir diante disso.
No fim das contas, a Justiça norte-americana terá que decidir até que ponto a liberdade de expressão permite a propagação de teorias sem provas e quando isso passa a ser difamação. Independentemente do resultado, o caso já mostrou como, em tempos digitais, reputações podem ser abaladas por uma simples postagem e como até presidentes e primeiras-damas não estão imunes ao tribunal das redes.
Do you have a pet at home?