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PCC tem agido com natureza terrorista, diz Lincoln Gakiya à CNN

O Terrorismo nas Ações do PCC: Uma Análise Profunda

Na última terça-feira, dia 16, uma entrevista exclusiva à CNN trouxe à tona declarações impactantes do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que faz parte do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo, conhecido como Gaeco. Durante a conversa, Gakiya não hesitou em afirmar que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, ou PCC, está agindo de maneira que pode ser classificada como terrorista.

A Natureza das Ações do PCC

O promotor explicou que o PCC tem realizado uma série de crimes com um objetivo claro: vingar-se e intimidar as autoridades que combatem o crime organizado. Ele destacou que essa facção busca também influenciar jovens, criando uma atmosfera onde eles não se sintam motivados a se envolver no combate ao crime. “Quando esses agentes se aposentam, não têm mais proteção do Estado”, alertou Gakiya, enfatizando a vulnerabilidade dos que enfrentam a facção.

Um Caso Trágico

Para exemplificar essa situação, Gakiya mencionou um evento recente, a execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, que foi brutalmente assassinado na noite do dia 15, em Praia Grande, São Paulo. Este caso é particularmente alarmante, considerando que Ferraz era uma figura proeminente na luta contra o PCC e, por ser aposentado, não contava mais com escolta policial. O promotor ressaltou que o ex-delegado estava sob ameaça de morte pela facção, o que torna o ocorrido ainda mais chocante.

O Que é Terrorismo?

Gakiya também provocou uma reflexão importante sobre a legislação brasileira, que atualmente não classifica os atos do PCC como terrorismo. Segundo ele, para que um ato seja considerado terrorismo sob a lei, é necessário que haja uma motivação política, religiosa ou étnica. “Se o PCC explodisse bombas no metrô da Sé, em São Paulo, pela nossa legislação não seria terrorismo. Mas, na prática, é terrorismo”, disse ele. O promotor argumentou que ações como assassinatos de juízes e a paralisação do estado em 2006 representam atos que geram terror na população, classificando-os como terrorismo, mesmo que a lei não reconheça dessa forma.

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A Investigação em Curso

Em meio a essa situação alarmante, a Polícia de São Paulo já identificou um segundo suspeito envolvido na execução do ex-delegado. A informação foi confirmada pelo Secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, que se mostrou otimista após um trabalho de perícia no local do crime. “Vamos solicitar a prisão temporária dos dois já identificados”, afirmou. Ele também garantiu que todas as forças policiais estão mobilizadas para que os responsáveis sejam levados à justiça.

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