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Carro de homens que saíram de SP para cobrar dívida no PR é encontrado dentro de bunker

O caso que vem intrigando as autoridades do Paraná e ganhando espaço nos jornais teve mais um capítulo nesta sexta-feira (12). O carro em que estavam Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza, desaparecidos há mais de um mês, foi encontrado enterrado em uma espécie de bunker na zona rural de Icaraíma, no noroeste do estado. A descoberta foi confirmada pelo delegado Thiago Andrade, que acompanha de perto o desenrolar da investigação.

Esses quatro homens sumiram em circunstâncias que lembram roteiro de filme policial. No dia 4 de agosto, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, rumo ao Paraná. O objetivo era cobrar uma dívida – uma daquelas situações de negócios mal explicados, que muita gente até conhece de ouvir histórias. Chegando lá, eles se encontraram com Alencar, que teria sido quem encomendou a cobrança. O grupo foi até uma propriedade rural, mas já no dia seguinte, 5 de agosto, pararam de dar notícias. Desde então, familiares não tiveram mais contato.

Agora, pouco mais de um mês depois, surge essa descoberta macabra. Durante buscas, a Polícia Militar Ambiental de Umuarama localizou o veículo – um Fiat Toro – enterrado numa área de mata fechada, a cerca de 9 quilômetros de uma propriedade ligada aos suspeitos. O carro estava coberto por plásticos, reforçando a tese de que tudo foi cuidadosamente planejado.

As imagens da retirada do veículo chamaram atenção, e o clima no local era pesado. Até a última atualização feita pela polícia, o carro ainda estava sendo escavado com ajuda de máquinas. Há uma forte suspeita de que os corpos dos quatro homens estejam ali perto. O delegado Andrade explicou que a cena parece mesmo indicar isso: “Trata-se do Fiat Toro usado pelas vítimas. O veículo estava enterrado num bunker, recoberto com plástico. A escavação está em andamento”.

Do you have a pet at home?

O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira, também reforçou a suspeita de que os corpos podem estar por lá. Segundo ele, não faria sentido utilizar lonas apenas para cobrir a caminhonete. “Se fosse só o carro, não precisava das lonas. Então a gente presume que as vítimas possam estar ali mesmo. A polícia continua as buscas”, disse em coletiva.

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