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Vacinação atualizada contra gripe e Covid diminui risco de infarto e AVC

Mas a vacinação não se resume apenas a evitar internações. Há benefícios de longo prazo também. Pessoas que receberam três ou mais doses contra gripe ao longo de 12 anos tiveram uma redução próxima de 30% na mortalidade geral. É praticamente o mesmo impacto de alguns medicamentos padrão no tratamento cardíaco. Isso abre espaço para algo que já vem sendo discutido: tratar a imunização como parte do cuidado cardiovascular.

Inclusive, no último Congresso Europeu de Cardiologia, o tema ganhou várias sessões próprias, mostrando como a ciência está levando a sério essa relação. Revistas como New England Journal of Medicine e The Lancet também têm publicado artigos na mesma linha. Não é papo de moda ou “achismo”. É evidência sólida.

No Brasil, o SUS oferece vacinas de graça para grupos de risco, incluindo idosos e pessoas com problemas cardíacos. O problema é que a adesão ainda está abaixo do ideal. Parte disso vem da desinformação e da força do movimento antivacina, que infelizmente cresceu muito depois da pandemia. É comum ver gente em postos de saúde repetindo boatos de WhatsApp e, com isso, deixando de se proteger.

A verdade é que, além de médicos e cientistas, a sociedade toda precisa encarar a vacinação como política de saúde pública. Se pensamos no envelhecimento da população e no aumento dos casos de doenças cardiovasculares, cada dose aplicada é uma forma de evitar mortes e aliviar o sistema de saúde. Mais do que nunca, tomar a vacina contra gripe, Covid ou outras doenças respiratórias não é só se proteger de febre e tosse: é também cuidar do coração.

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