Bolsonaro passará por cirurgia preocupante no próximo domingo
Nos próximos dias, o noticiário político promete ficar ainda mais movimentado. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai passar por uma cirurgia neste domingo, 14 de setembro, em Brasília. O procedimento tem como objetivo a retirada de algumas lesões na pele, algo considerado simples pelos médicos, mas que, dado o contexto em que Bolsonaro se encontra, acabou ganhando grande repercussão. A liberação para a ida ao hospital foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na última quarta-feira (10).
A operação está agendada para as 10h da manhã em um hospital particular da capital federal. O responsável pelo procedimento será o médico Claudio Birolini, que já tratou Bolsonaro em abril deste ano, quando o ex-presidente precisou de uma intervenção no intestino. Ou seja, não se trata de um profissional novo, mas sim alguém de confiança da família e que já conhece o histórico do paciente.
A segurança em torno do deslocamento será reforçada. Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, terá de sair de casa sob escolta da Polícia Penal. Além disso, por determinação do STF, o Gabinete de Segurança Institucional também disponibilizou três seguranças para acompanhar o ex-presidente. Um assessor pessoal de sua confiança fará parte da comitiva, o que mostra que, mesmo em situações médicas, a logística é quase digna de um chefe de Estado em exercício.
Quem também deve marcar presença no hospital é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela tem sido uma das principais apoiadoras do marido nesse período turbulento e, segundo fontes próximas, fará questão de acompanhá-lo de perto. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho “02” do ex-presidente, também confirmou presença. A família se mantém unida em torno de Bolsonaro, o que costuma gerar tanto solidariedade entre apoiadores quanto críticas entre os opositores, que veem excesso de exposição midiática em cada passo dado por eles.
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No campo médico, o procedimento prevê a retirada de duas lesões na pele. Uma delas já foi classificada como benigna. A outra ainda passará por análise mais detalhada após a remoção. Segundo o relatório entregue ao STF, será uma cirurgia de caráter ambulatorial — ou seja, sem necessidade de internação prolongada. A previsão é que Bolsonaro receba alta no mesmo dia, retornando para casa poucas horas após a operação.