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Brasileiros se surpreendem após Alexandre de Moraes ser declarado persona non grata

Na tarde desta segunda-feira, 8 de setembro de 2025, o nome do ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, voltou a ser manchete em Belo Horizonte. O motivo? A Câmara Municipal da capital mineira aprovou a moção nº 139/2025, que declara o ministro como persona non grata na cidade. Sim, aquele mesmo Alexandre de Moraes que constantemente aparece no centro das discussões políticas e jurídicas do país.

A decisão foi oficializada depois de uma sessão bastante movimentada, com discursos inflamados, vaias e até aplausos em certos momentos. O argumento principal usado pelos vereadores que apoiaram a medida está relacionado às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra o ministro, sanções essas que se enquadram na chamada Lei Magnitsky — legislação famosa por punir autoridades acusadas de violações graves de direitos ou práticas corruptas, limitando o acesso delas a serviços financeiros e transações internacionais. Um peso simbólico e político enorme.

No documento aprovado, a Câmara expressa que o gesto é uma forma de protesto contra as atitudes do ministro, citando textualmente: “Manifestar o protesto desta Câmara em relação às suas condutas, declarando-o persona non grata à cidade de Belo Horizonte/MG, em razão das sanções impostas com fundamento na Lei Magnitsky”. Para quem acompanha política, já deu pra perceber que não é apenas sobre sanções internacionais, mas também sobre o ambiente interno de disputa e polarização.

Um detalhe curioso, e até polêmico, incluído na moção foi o episódio de 30 de julho, quando Moraes foi flagrado fazendo um gesto obsceno durante uma partida do Corinthians, na Neo Química Arena, em São Paulo. A cena rodou em portais esportivos, nas redes sociais e até entrou em memes de torcedores rivais. Para alguns vereadores, o gesto de um magistrado de tão alta posição “fere a moralidade e o decoro que se exige de uma autoridade no topo do Poder Judiciário”. Já outros minimizaram, tratando o episódio como uma reação humana em meio à paixão do futebol — algo que qualquer torcedor faria num estádio lotado.

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Além disso, o texto ainda acusa o ministro de se envolver em atividades político-partidárias e de não cumprir devidamente com os deveres de sua função. A autoria da moção é do vereador Pablo Almeida, do PL, que não poupou críticas diretas. Segundo ele, trata-se de uma medida simbólica, mas necessária para marcar posição diante do que considera abusos e exageros da atuação de Moraes.

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