Corpo em mala: suspeito preso foi condenado por matar e concretar a mãe; entenda
Dias antes, em 13 de agosto, braços e pernas já tinham sido achados em sacos de lixo na Zona Leste da cidade. A perícia confirmou que os restos pertenciam à mesma vítima.
Segundo os peritos, os cortes foram feitos após a morte, o que descarta a hipótese de luta. Ou seja, o crime foi premeditado e executado de forma meticulosa.
As câmeras de segurança mostraram Ricardo entrando na rodoviária disfarçado e abandonando a mala. Para tentar despistar a polícia, ele deixou no local um documento em nome de outra pessoa, como se fosse ela quem buscaria a bagagem depois. O delegado André Luiz Freitas explicou que o nome do suposto “dono” da mala foi colocado ali apenas para incriminá-lo.
Outro detalhe curioso: do lado de fora da mala havia um bilhete com o contato de um escritório de contabilidade em Canoas, na Região Metropolitana. Para a polícia, trata-se de uma pista falsa, mais uma tentativa de confundir a investigação.
Do you have a pet at home?
Impacto na cidade
O caso teve grande repercussão, não só em Porto Alegre, mas em todo o país. Nas redes sociais, moradores comentaram com indignação como alguém condenado por um crime tão brutal em 2015 conseguiu voltar às ruas menos de dez anos depois. A discussão sobre falhas no sistema prisional voltou à tona, em meio a outros debates atuais, como o aumento da criminalidade em capitais e a sensação de insegurança.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando os rastros deixados por Ricardo. A expectativa é que novas revelações sobre o crime surjam nos próximos dias, mas uma coisa já parece clara: trata-se de um dos casos mais chocantes registrados em Porto Alegre nos últimos tempos, que revive fantasmas do passado e levanta questões sérias sobre segurança pública e justiça.