“Moraes é o maior inimigo de Bolsonaro e aliado de Lula”, dispara Nikolas Ferreira
Na manhã de segunda-feira (1º), a política brasileira voltou a ferver com mais uma polêmica envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), bastante ativo nas redes sociais e conhecido por sua forma direta de falar, resolveu rebater uma notícia publicada na coluna de Bela Megale, em O Globo. A matéria citava uma fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, afirmando que seu pai estaria revoltado por ser julgado justamente pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, todos do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nikolas não deixou barato e logo justificou o sentimento de indignação de Bolsonaro. Segundo ele, os três magistrados possuem vínculos fortes com o presidente Lula (PT), o que já seria motivo suficiente para questionar a imparcialidade do julgamento.
“Olha só: Moraes é o maior inimigo de Bolsonaro e aliado direto de Lula. Dino foi ministro do governo petista e amigo pessoal dele. Zanin, todo mundo sabe, foi advogado do próprio Lula durante anos. Precisa explicar mais alguma coisa sobre o motivo de Bolsonaro estar indignado?”, disparou o parlamentar mineiro em suas redes, em tom irônico.
E não parou por aí. O caso promete render ainda mais assunto, porque nesta terça-feira (2) começou oficialmente o julgamento de Bolsonaro e de outros sete acusados no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. O julgamento está nas mãos da Primeira Turma do STF, que atualmente é presidida por Cristiano Zanin, justamente o ex-advogado do presidente Lula.
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As sessões foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, ou seja, praticamente metade do mês deve ser tomada por esse assunto. Vale lembrar que o primeiro voto será o do relator, Alexandre de Moraes, indicado ao Supremo ainda no governo de Michel Temer. Depois, a ordem seguirá com Flávio Dino, hoje ministro da Corte por indicação de Lula, seguido de Luiz Fux (indicado por Dilma Rousseff) e Cármen Lúcia (também indicada por Lula). Por último, votará Cristiano Zanin.
Um detalhe curioso é que os dois ministros que Bolsonaro conseguiu indicar ao STF, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, não participarão desse julgamento. Isso porque eles integram a Segunda Turma, e, pelo regimento interno, quem define a turma é justamente o relator do processo. Como Moraes pertence à Primeira Turma, é por lá que o caso será analisado.