Ação contra Alexandre de Moraes, movida por Trump, chega à Justiça brasileira
Um detalhe curioso é que Moraes, em momentos anteriores, já tinha dispensado o apoio da Advocacia-Geral da União nesse mesmo processo. Ou seja, ele preferiu não contar com a defesa institucional do governo brasileiro. Isso abre margem para interpretações: seria uma maneira de reforçar que esse caso não deve prosperar? Ou apenas uma tentativa de evitar ainda mais barulho político em torno do seu nome?
O episódio ganha ainda mais relevância pelo cenário político atual. Trump, dono da Truth Social, tenta manter força para as eleições americanas, e frequentemente cita o Brasil como exemplo em seus discursos sobre “censura” e “controle das redes”. Já Moraes, por sua vez, segue sendo uma figura central na política brasileira, principalmente por suas decisões envolvendo combate à desinformação e às chamadas milícias digitais.
No fim das contas, o que temos até agora é um jogo jurídico e político que mistura Brasília, Miami e Washington. De um lado, empresas e Trump acusando Moraes de abusar do poder. Do outro, o sistema judiciário brasileiro que precisa decidir se aceita ou não participar dessa história. Resta saber se o STJ vai dar o aval para a citação ou se vai encerrar o assunto antes mesmo dele ganhar mais espaço na mídia.
Por enquanto, é esperar os próximos capítulos. E, convenhamos, numa era em que qualquer decisão judicial pode virar trending topic no X (antigo Twitter), dificilmente esse caso vai passar despercebido.
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