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Entenda o Mais Médicos, programa do Brasil citado por EUA em novas sanções

A polêmica do programa Mais Médicos e suas repercussões internacionais

Recentemente, o programa Mais Médicos voltou a ser assunto nas notícias, especialmente após os Estados Unidos decidirem revogar os vistos de alguns funcionários do governo brasileiro. Essa decisão, anunciada no dia 13 de agosto de 2025, gerou um burburinho entre aqueles que acompanham a política de saúde e as relações internacionais do Brasil.

O surgimento do programa Mais Médicos

Lançado em 2013, o programa Mais Médicos foi inicialmente criado com um objetivo muito claro: levar médicos para áreas do Brasil onde a presença desses profissionais era escassa ou até inexistente. Naquela época, o Brasil enfrentava um grande desafio na saúde pública, principalmente em regiões remotas e carentes. Para ajudar a resolver essa situação, o governo brasileiro fez uma parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que ficou encarregada de trazer médicos, principalmente cubanos, para atuar no país.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2015, aproximadamente 60% dos 18,1 mil médicos que integravam o programa eram oriundos de Cuba. Isso evidencia o papel crucial que esses profissionais desempenharam no sistema de saúde brasileiro, especialmente em áreas rurais e menos favorecidas.

A relação entre Brasil e Cuba

Os médicos cubanos recebiam uma remuneração que era repassada pelo governo brasileiro através da Opas. No entanto, uma parte significativa desse valor ficava com o governo cubano, que repassava apenas uma fração do que recebia aos profissionais. Essa situação levantou uma série de críticas e questionamentos sobre a transparência do convênio.

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Em 2018, com a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, a relação entre Brasil e Cuba no contexto do Mais Médicos se deteriorou. O governo cubano optou por se retirar do programa, alegando que as exigências impostas pela administração Bolsonaro eram “inaceitáveis”. Entre essas exigências estava a necessidade de que os médicos cubanos validassem seus diplomas no Brasil, além da demanda por que eles recebessem o salário integralmente.

A atualidade do programa de saúde

Quando o programa foi lançado, a presidente Dilma Rousseff estava no cargo, e o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi um dos principais responsáveis pela sua implementação. Ele está de volta ao cargo e, em 2023, com a volta de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, o programa foi rebatizado como Mais Médicos para o Brasil, focando na contratação de profissionais brasileiros. Atualmente, tanto o Mais Médicos quanto o Médicos pelo Brasil estão em operação, cada um com suas particularidades.

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