Casal é preso por extorquir idosos com divulgação de fotos intimas em GO
Operação Sexy Fake: Casal é preso por extorsão a idosos em Goiás
Nesta manhã de terça-feira, dia 12, um casal foi detido em Goiás, mais precisamente nas cidades de Silvânia e Vianópolis, acusado de crimes de extorsão e perseguição. O foco das vítimas eram homens idosos, aposentados e com boa situação financeira. Essa ação foi resultado da Operação Sexy Fake, conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai).
O que motivou a operação?
A Polícia Civil começou as investigações em março, após receber várias denúncias de extorsão. Os acusados, Gean Júnior Peixoto, de 29 anos, e Amanda Caixeta dos Santos, de 24, estavam se escondendo na casa de familiares. Durante a investigação, foi descoberto que o casal usava uma abordagem bastante enganosa para se aproximar das suas vítimas.
Como funcionava o golpe?
O modus operandi dos criminosos era bastante elaborada e cruel. Eles se aproximavam dos idosos por meio de contatos telefônicos, inicialmente fazendo elogios a respeito da aparência e saúde deles. Essa tática tinha como objetivo ganhar a confiança dos homens, levando-os a acreditar que estavam fazendo uma nova amizade.
Após conquistar a confiança das vítimas, o casal enviava fotografias íntimas de uma mulher nua, criando um clima de interesse sexual. Essa estratégia é comum em fraudes online e é conhecida como “grooming”, onde o golpista tenta preparar a vítima para um ato de abuso ou manipulação.
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Extorsão em prática
Depois de estabelecer uma conexão mais íntima, os golpistas convenciam os idosos a enviar imagens íntimas, incluindo fotos de órgãos genitais. Com essas imagens em mãos, eles iniciavam a extorsão, exigindo depósitos em dinheiro sob a ameaça de divulgar as fotos para os familiares das vítimas e nas redes sociais. De acordo com as informações da polícia, três homens acabaram realizando transferências que totalizaram cerca de R$ 50 mil.
Ameaças e intimidações
Para aumentar a pressão sobre os idosos, Gean, em algumas ocasiões, se identificava como membro de uma facção criminosa. Ele enviava fotos de armas, tanto brancas quanto de fogo, e ameaçava matar os idosos caso não realizassem os pagamentos. As ameaças e o pânico gerados foram suficientes para que as vítimas se sentissem obrigadas a atender às exigências dos criminosos.