Polícia prende quadrilha que aplicava golpes digitais contra médicos
Desvendando a Operação Medici Umbra 2: A Luta Contra Criminosos Virtuais
Na manhã do dia 12 de setembro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deu um passo significativo no combate ao crime cibernético com a realização da Operação Medici Umbra 2. Esta ação tem como objetivo desmantelar uma quadrilha que, através de invasões em contas digitais, aplicava golpes em médicos gaúchos. Para isso, a operação contou com o apoio das polícias Civis de outros estados, como São Paulo, Pará e Espírito Santo.
O que foi a operação?
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e outros três de busca e apreensão. Os indivíduos foram localizados em diferentes estados: São Paulo (SP), Ananindeua (PA) e Vila Velha (ES). As investigações, que tiveram início em janeiro deste ano, revelaram que cinco médicos sofreram prejuízos que somam aproximadamente R$ 780 mil devido a ações fraudulentas dessa quadrilha.
Como a quadrilha operava?
A polícia classificou o grupo como especializado em estelionatos, falsificação de documentos, invasão de dispositivos eletrônicos e lavagem de dinheiro. Um dos principais alvos da operação foi um homem de 44 anos, preso em São Paulo, que se encarregava da logística humana e financeira da organização. Ele recrutava pessoas que se parecessem com as vítimas para tirar fotos que seriam usadas em documentos falsos e para passar por verificações de biometria facial durante a abertura de contas.
Esse criminoso, além de operar contas bancárias que atendiam pessoas jurídicas de alto valor, recebia comissões que variavam entre 25% e 40% do total das transferências realizadas. Vale ressaltar que ele já possuía um histórico criminal extenso, incluindo casos de estelionato e furto.
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Os outros integrantes da quadrilha
No Pará, a polícia prendeu um jovem de 20 anos, conhecido como “Menor do Painel”, que fornecia informações sigilosas ao grupo. Ele utilizava um robô para consultar automaticamente dados em grupos de WhatsApp, onde vendia dossiês com informações pessoais das vítimas.
No Espírito Santo, um homem de 29 anos, que já estava preso desde 24 de julho, foi alvo de uma nova ordem de prisão, por ser responsável pela fabricação de documentos falsos em nome dos médicos gaúchos. Essa estratégia demonstrava a complexidade e a organização do grupo criminoso.