Relembre último trabalho de Arlindo Cruz, em parceria com o filho
A Legado Musical de Arlindo Cruz: Uma Celebração da Vida e da Música
Na última sexta-feira, dia 8, o Brasil se despediu de um dos seus mais queridos sambistas, Arlindo Cruz. Ele faleceu após uma longa batalha contra complicações de saúde que surgiram após um AVC hemorrágico, ocorrido em 2017. No entanto, seu legado musical vive e pulsa, especialmente através de seu último trabalho emocionante ao lado de seu filho, Arlindinho. O projeto, intitulado “2 Arlindos”, é um testemunho da união de duas gerações de sambistas cariocas, capturando a essência do samba em um clima intimista e repleto de afeto.
O Álbum “2 Arlindos”
O álbum foi lançado em 2017, tanto em formato digital quanto em CD, pela Universal Music. Com um total de 15 faixas, ele traz não só sambas inéditos, mas também sucessos que são a alma do pagode carioca. Entre as músicas que se destacam, estão as composições em parceria entre pai e filho, como “Bom Aprendiz”, “Pra Que Insistir” e “Papo à Vera”. Além disso, o repertório inclui canções co-escritas por Arlindo Cruz e grandes nomes do samba, como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, e Franco, o que demonstra a riqueza e a diversidade musical presente no projeto.
A Inspiração por Trás do Álbum
A origem do álbum é profundamente enraizada nas festas familiares da família Cruz. Celebrações como as de São Jorge e São João sempre foram momentos onde a música tinha um papel central. Arlindo Cruz contou que a ideia de criar o álbum surgiu nesses encontros, onde eles se reuniam para tocar e cantar juntos, fortalecendo os laços familiares e a tradição musical que permeia sua casa. O carinho e a segurança que Arlindo sentia ao ter Arlindinho ao seu lado eram palpáveis, e o filho, por sua vez, expressava o orgulho e a aprendizagem que adquiria ao lado de um verdadeiro mestre da composição.
A Vida Pessoal de Arlindo Cruz
Arlindo Cruz era casado com Babi Cruz, com quem construiu uma linda história ao longo de 35 anos. O casal ficou noivo em 1986 e permaneceram juntos desde então, formando uma família que inclui seus filhos, Flora e Arlindinho. A presença de seus entes queridos foi fundamental durante sua jornada de saúde debilitada. Em seus últimos dias, Arlindo recebia cuidados tanto da equipe médica quanto da família, que sempre esteve ao seu lado. Ele enfrentava as sequelas de um AVC, além de lidar com uma doença autoimune, e estava traqueostomizado e alimentado por sonda.
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