Caso Adalberto: Essas foram as atitudes praticadas pelos suspeitos após tirarem a vida de empresário
Dois meses já se passaram desde que o corpo do empresário Adalberto Amarilio Júnior foi encontrado em um buraco no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Apesar dos avanços nas investigações, o caso ainda deixa muitas perguntas no ar e, até agora, ninguém foi formalmente acusado pelo crime. A polícia trabalha com cautela, mas também enfrenta alguns obstáculos no caminho.
A delegada Ivalda Aleixo, que comanda o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o caso é complexo, mas não impossível de resolver. Um detalhe chamou a atenção dos investigadores: parte dos seguranças que estão sendo investigados apagou dados dos próprios celulares antes de entregá-los à polícia. Isso levantou suspeitas e, claro, complicou ainda mais o andamento da apuração.
A equipe de perícia agora tenta recuperar as informações que foram apagadas, além de buscar dados que possam ter sido salvos na nuvem — o que, segundo a própria delegada, é um processo mais demorado e técnico. A frase dela foi direta: “O crime é de difícil elucidação, mas não impossível”. E, de fato, o mistério em torno da morte do empresário parece coisa de roteiro de série policial.
Cinco seguranças estão no centro da investigação. Entre eles, três vigilantes, um chefe e um coordenador de equipe. Quatro já prestaram depoimento, mas todos decidiram ficar em silêncio — um direito garantido por lei, mas que, para muitos, soa como um mau sinal. Os celulares dos quatro já estão com a polícia para serem analisados. O quinto suspeito, até agora, não foi localizado, mas deverá ser intimado a comparecer à delegacia nos próximos dias e, claro, entregar o telefone também.
Do you have a pet at home?
De acordo com informações obtidas até agora, pelo menos dois desses seguranças podem ter participação mais direta na morte de Adalberto. Um deles, que seria lutador de jiu-jitsu e atuava como coordenador da equipe, chegou a ser preso em flagrante. O motivo? Posse ilegal de 21 munições de calibre 38 — algo que, convenhamos, não ajuda em nada na imagem do sujeito. Ele pagou fiança e agora responde em liberdade. Detalhe: o homem já tem antecedentes por furto, associação criminosa e ameaça.
Mesmo com todas essas pontas soltas, nenhum dos envolvidos foi formalmente indiciado pelo homicídio até o momento. O DHPP ainda espera laudos da perícia e pretende ouvir mais testemunhas antes de fechar o inquérito. Também existe a possibilidade de que a polícia peça à Justiça a prisão preventiva de um ou mais suspeitos — mas, por enquanto, essa decisão ainda não foi tomada.