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Inseto esmagado é usado no morango do amor? Entenda a polêmica

A Verdade Sobre o Morango do Amor: O Que Há por Trás do Corante Vermelho?

Nos últimos tempos, o morango do amor se tornou uma verdadeira sensação nas festividades e eventos, especialmente em festas de rua e feiras. Contudo, o que poucos sabem é que por trás dessa delícia, há uma controvérsia que ganhou destaque nas redes sociais. Muitas publicações têm alertado para a presença de “insetos esmagados” na composição desse doce tão apreciado, devido ao uso de um corante vermelho que é fundamental na preparação da calda de caramelo que envolve a fruta. Para entender melhor essa polêmica, a CNN buscou a opinião de especialistas no assunto, que trouxeram um olhar mais aprofundado sobre o tema.

O Corante e Sua Origem

Entre os ingredientes que compõem o morango do amor, destaca-se o corante vermelho, utilizado para dar aquela cor vibrante à calda. Porém, esse corante pode ser derivado de uma fonte animal, mais precisamente do pequeno inseto conhecido como Dactylopius coccus, popularmente chamado de cochonilha. Esse inseto, que não passa de 5 milímetros, é esmagado para a extração do ácido carmínico, a substância que forma a base do corante Carmim.

Historicamente, a cochonilha tem sido utilizada por civilizações há milhares de anos. Os Astecas, por exemplo, a usavam para tingir tecidos, e atualmente, ela é empregada na indústria alimentícia para colorir diversos produtos, desde doces até laticínios e carnes. O corante natural derivado da cochonilha pode ser encontrado em rótulos com diversas denominações, como vermelho 4, vermelho 3, E120, CI 75470, INS 120, e até mesmo como extrato de conchinha. Ele é um dos aditivos regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Por Que Usar Corante de Cochonilha?

Uma questão que surge é: por que algumas confeitarias optam por usar esse corante de origem animal, sendo que existem alternativas artificiais disponíveis? A resposta está relacionada ao custo e à qualidade. O corante de cochonilha tende a ser mais caro do que os corantes artificiais, que são mais comuns e facilmente encontrados nas lojas de confeitaria. Portanto, enquanto muitos doces caseiros podem não utilizar esse corante, em épocas de alta demanda, como as festividades, algumas confeitarias podem recorrer ao corante de cochonilha quando os artificiais estão em falta. Além disso, algumas delas preferem o corante natural por acreditarem que ele proporciona uma qualidade superior ao produto final.

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