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José Maria Marín, ex-presidente da CBF, falece aos 93 anos

Faleceu nesta semana, aos 93 anos, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. Figura conhecida — e polêmica — tanto no cenário esportivo quanto na política brasileira, Marin deixa pra trás uma trajetória marcada por altos e baixos. Ele morreu em São Paulo, mas até o momento da publicação, a família não divulgou a causa oficial da morte.

Nascido em 1932, filho de imigrante espanhol, Marin teve uma vida que transitou entre os campos de futebol e os bastidores do poder. Pra quem não sabe, ele foi governador de São Paulo durante o regime militar, entre maio de 1982 e março de 1983 — um período curtíssimo, é verdade, mas que o colocou como o penúltimo a ocupar o cargo antes da redemocratização.

Antes disso, o cara já tinha pisado nos gramados como jogador profissional. Sim, é verdade. José Maria Marin vestiu a camisa do São Paulo Futebol Clube, atuando como ponta-direita entre os anos de 1950 e 1952. Ele usava o dinheiro do futebol pra pagar parte dos estudos — chegou a se formar em Direito pela tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em 1955. Um típico caso de boleiro que virou doutor.

Mas o que realmente botou Marin no centro das atenções foi seu tempo à frente da CBF. Em março de 2012, após a renúncia de Ricardo Teixeira — que saiu alegando problemas de saúde, mas na real já tava bem pressionado por escândalos —, Marin assumiu o comando da entidade que comanda o futebol brasileiro. Ficou no cargo até 2015, período marcado por bastante controvérsia e até investigação internacional.

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Vale lembrar que ele também presidiu a Federação Paulista de Futebol (FPF), entre 1982 e 1988, e chegou a ser chefe da Delegação Brasileira na Copa do Mundo de 1986, que rolou lá no México. Quem é mais velho deve lembrar daquela seleção liderada por Telê Santana e nomes como Careca, Sócrates e Júnior. O Brasil caiu nos pênaltis pra França, mas ficou na memória de muita gente.

Marin acabou sendo preso em 2015 nos Estados Unidos, no famoso escândalo de corrupção envolvendo a FIFA. Chegou a cumprir pena, mas foi liberado anos depois por questões de saúde. Essa parte da história meio que manchou sua imagem, que já vinha sendo questionada por suas ligações com o regime militar e por falas polêmicas em outras ocasiões.

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