Por decisão de Alexandre de Moraes, Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica
A sexta-feira começou quente no cenário político nacional. Em mais um capítulo da já longa novela envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), novas medidas restritivas foram determinadas contra ele pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Além das buscas realizadas pela Polícia Federal em locais ligados diretamente ao ex-presidente — incluindo sua residência e até mesmo o escritório político instalado dentro da sede do PL, lá em Brasília — o dia foi marcado por decisões judiciais que prometem gerar polêmica nas próximas semanas.
A principal delas é a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, já colocada no tornozelo do ex-mandatário ainda pela manhã, segundo relatos de pessoas próximas. A medida, claro, causou bastante repercussão nas redes sociais e entre apoiadores de Bolsonaro, que enxergam a ação como exagerada ou até mesmo uma tentativa de desmoralizar o ex-presidente em público.
Mas não parou por aí. Moraes impôs outras duas determinações pesadas: Bolsonaro está proibido de manter qualquer contato com o próprio filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, além de ter o uso de redes sociais completamente vedado — o que, na prática, o silencia em um dos seus principais canais de comunicação com a base bolsonarista.
Do you have a pet at home?
É importante lembrar que Alexandre de Moraes tem sido o nome central em diversas decisões recentes que atingem figuras do antigo governo. Para os defensores do ex-presidente, tudo isso soa como perseguição política. Já para os críticos, trata-se apenas da aplicação da lei, doa a quem doer. No meio desse fogo cruzado, quem observa tudo de fora mal sabe o que pensar, com o noticiário mudando a cada hora e deixando pouca margem pra certezas.
Fontes da PF informaram que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos sem resistência e que os agentes estiveram nos endereços desde cedo. A movimentação na casa de Bolsonaro foi intensa. Viaturas, agentes com coletes e até drones sobrevoando a área chamaram atenção dos vizinhos e da imprensa, que rapidamente montou acampamento nas proximidades.
Apesar de não ter sido preso, o ex-presidente agora se vê cercado por restrições que afetam diretamente seu cotidiano político e pessoal. Com a tornozeleira no pé, sem redes sociais e sem poder falar com o filho — que também é figura ativa no Congresso — Bolsonaro vai tendo, dia após dia, sua atuação mais limitada.