Raul Gazolla rompe o silêncio e entrega como foi sua reação à morte de Guilherme de Pádua
Raul Gazolla voltou a tocar numa ferida que, mesmo depois de tantos anos, ainda sangra: a morte de sua ex-esposa, a atriz Daniella Perez, assassinada de maneira cruel em dezembro de 1992. O crime abalou o país na época e ainda hoje é lembrado com revolta. Em uma entrevista recente, o ator revelou algo que segurava há tempos: sentiu uma espécie de alívio quando soube da morte de Guilherme de Pádua, o assassino da atriz, falecido em novembro de 2022. “Quando soube que ele tinha morrido, eu agradeci. Foi como se o ar ficasse menos pesado, sabe?”, desabafou Gazolla, emocionado. Segundo ele, só agora — depois de mais de 30 anos — conseguiu ver um sorriso mais genuíno no rosto da autora Glória Perez, mãe de Daniella.
Essa fala expõe não só a dor do luto, mas também a frustração diante de um sistema judicial que, segundo ele, é falho. Gazolla foi firme ao comentar o sistema prisional brasileiro. Apesar de deixar claro que não apoia a pena de morte, acredita que casos como o de Guilherme deveriam receber punições muito mais severas. “Tem gente que não pode viver em sociedade, simples assim. Alguém que comete um assassinato premeditado, com frieza, não deveria voltar pro meio das pessoas como se nada tivesse acontecido”, disse.
A crítica de Gazolla reflete uma insatisfação comum entre muitos brasileiros, principalmente em tempos como os de hoje, onde a sensação de impunidade tem tomado conta do debate público. Em meio à crescente violência urbana e notícias de crimes bárbaros que se repetem — como o caso recente da menina Eloá, que voltou à tona após a soltura de Lindemberg Alves — o ator defende a prisão perpétua como forma de proteger a sociedade.
Sobre perdão, Raul foi direto. Disse que não tem essa “elevação espiritual”. “Olha, eu não sou Deus. Não consigo perdoar alguém que fez o que ele fez com a Dani. A forma como ela foi tirada da vida… aquilo ali não tem como perdoar. É inumano.” E ainda alertou para o fato de que muitas dessas pessoas condenadas voltam ao convívio comum, andando por aí sem que a sociedade saiba quem elas são. “É perigoso. As pessoas esquecem os rostos, mas os crimes continuam vivos nas famílias das vítimas.”
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