Jair Bolsonaro pode morrer preso; entenda
Se a Justiça realmente resolver pesar a mão, Jair Bolsonaro pode acabar pegando até 43 anos de cadeia. Isso, claro, se for condenado pelas penas máximas que estão previstas nos crimes denunciados pela Procuradoria-Geral da República. E, vamos combinar, não é pouca coisa o que pesa contra ele.
Aos 70 anos de idade, mesmo que tenha direito a algumas reduções de pena — por bom comportamento, tempo de prisão preventiva e essas coisas de praxe — a verdade é que ele corre o risco real de morrer atrás das grades. Pode ser numa cela, pode ser em prisão domiciliar, mas o fato é que a possibilidade existe.
Além da idade, tem também o fator da saúde dele, que nunca mais foi a mesma desde aquela facada nas eleições de 2018. Quem acompanha sabe que ele já fez várias cirurgias por causa disso e, pelo visto, o problema no sistema digestivo é uma pedra no sapato que não larga. Ou seja, pensar em ele sobreviver bem, por tantos anos, num ambiente tão duro quanto o da cadeia… é no mínimo improvável.
Mesmo numa prisão em casa, com tornozeleira, sem poder sair, sem celular, sem postar nada… é fácil imaginar que o ex-presidente não vá lidar bem com isso. Bolsonaro sempre foi um cara de rede social, de falar o que pensa (às vezes até o que não devia), de botar a boca no trombone. Se ele for obrigado a ficar em silêncio, sem zap, sem live, sem aquelas frases polêmicas no X (antigo Twitter), vai surtar. E quem tiver por perto vai surtar junto.
Which breed is your favorite?
Aliás, não seria surpresa se, caso realmente acabe em prisão domiciliar, apareçam denúncias dizendo que ele quebrou as regras, usou celular escondido, mandou recado por terceiros, esse tipo de coisa. Vai virar manchete atrás de manchete, e a imprensa vai nadar de braçada com esse tipo de conteúdo. É o tipo de pauta que não seca nunca.
Agora, pra deixar claro: isso tudo não quer dizer que eu tenha pena do Bolsonaro. Nem de Lula eu tive — e olha que, no caso do petista, havia provas mais concretas. Mas também não fico feliz com a desgraça dos outros, não. Não sou desse tipo. Nunca fui bom em fingir que me alegro quando vejo alguém quebrado, mesmo que eu discorde totalmente do que ele fez ou representa.