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PGR: Gonet conclui parecer em que deve pedir condenação de Bolsonaro

Nos próximos dias, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve entregar um parecer que promete sacudir o noticiário político mais uma vez. Trata-se das alegações finais da ação penal nº 2.668, que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado com o objetivo de manter Jair Bolsonaro no poder mesmo após o fim do mandato.

O prazo oficial para a entrega do documento se encerra neste sábado, 12 de julho, mas como cai num fim de semana, o Ministério Público tem até a segunda-feira seguinte, 14 de julho, pra protocolar tudo certinho.

Segundo fontes próximas ao processo, Gonet está inclinado a pedir a condenação de Bolsonaro e de outros nomes de peso ligados ao antigo governo. A ideia é apresentar uma peça robusta, com base nas provas reunidas até agora e nos argumentos legais que sustentam a denúncia. É possível – ainda que pouco provável – que ele também sugira a absolvição de algum dos réus, caso entenda que não haja elementos suficientes contra a pessoa.

A entrega das alegações por parte da PGR marca o início da última etapa antes do julgamento. O primeiro a apresentar defesa será Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e também delator do caso. Ele terá 15 dias pra se manifestar. Depois disso, abre-se o prazo conjunto para os demais réus, incluindo o próprio Bolsonaro.

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Conforme noticiado pelo portal Metrópoles, o julgamento final pode acontecer já entre agosto e setembro. Se tudo correr dentro dos prazos – que não são interrompidos pelo recesso do Judiciário em julho – todas as manifestações deverão estar concluídas até o dia 11 de agosto.

O relator do processo é o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que tem sido figura central em diversas investigações ligadas ao ex-presidente e seus aliados. A ação em questão se debruça sobre uma série de fatos e depoimentos colhidos durante meses, envolvendo inclusive reuniões tidas como suspeitas nos bastidores do governo anterior.

Entre os interrogados estão, além de Bolsonaro, sete integrantes da cúpula do antigo governo. Todos negaram veementemente qualquer articulação golpista. Durante o próprio depoimento, Bolsonaro tentou afastar qualquer ideia de que tivesse participado de um plano para tomar o poder à força. Disse que sempre atuou “dentro das quatro linhas” da Constituição – uma expressão que ele costuma repetir com frequência.

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