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Indonésia: trilha onde jovem brasileira perdeu a vida teve 8 mortes em 5 anos

Nos últimos anos, a trilha do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, tem virado manchete — e infelizmente nem sempre por bons motivos. O lugar é conhecido pelas paisagens de tirar o fôlego e pela fama entre mochileiros do mundo inteiro, mas também tem acumulado um histórico preocupante de acidentes. Só nos últimos cinco anos, foram 180 ocorrências e oito mortes registradas. A mais recente vítima é a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, natural de Niterói, no Rio de Janeiro.

Juliana tava viajando pela Ásia em um mochilão daqueles que muita gente sonha fazer um dia. No último sábado, dia 21 de junho, ela fazia a trilha do vulcão Rinjani com outros turistas, acompanhada por uma empresa de turismo local. Mas o que era pra ser uma aventura virou tragédia. Juliana acabou escorregando e caiu numa vala perto de um penhasco. A queda foi grave e, apesar dos esforços, ela não resistiu. A morte foi confirmada pela família três dias depois, na terça-feira (24).

Inicialmente, chegou-se a divulgar que ela teria recebido socorro logo após o acidente. Mas essa informação foi corrigida depois: o resgate, na real, demorou mais do que se pensava. O local é de difícil acesso, e o terreno complicado junto com as condições climáticas atrapalharam muito a operação.

Conforme dados divulgados pelo governo indonésio ainda em março deste ano, os acidentes na região aumentaram de forma considerável. Em 2024, por exemplo, os números quase dobraram em relação ao ano anterior. Pra se ter uma ideia, em 2020 foram 21 registros; em 2021, 33; no ano seguinte, 31; já em 2023, 35. Mas em 2024 esse número subiu pra 60. Isso só reforça o quanto a trilha — mesmo sendo um destino turístico popular — apresenta riscos sérios, especialmente pra quem não tá totalmente preparado.

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Em relação aos óbitos, a conta também assusta: foram duas mortes em 2020, uma em 2021, uma em 2022, três em 2023, uma em 2024 e, agora em 2025, o primeiro caso — Juliana.

O Escritório do Parque Nacional do Monte Rinjani informou que o resgate da brasileira envolveu 48 pessoas, entre guias, socorristas e agentes do parque. Técnicas de salvamento vertical foram utilizadas, o que já dá uma ideia da dificuldade enfrentada. Segundo autoridades locais, o terreno é íngreme e escorregadio, e o clima muda rápido, o que torna tudo ainda mais arriscado.

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