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Sangue em carro de empresário é dele e de mulher não identificada, entenda

O Departamento de Homicídios de São Paulo recebeu nessa quarta-feira (18) o laudo da perícia sobre três amostras de sangue encontradas no carro do empresário Adalberto Amarilio Junior. O resultado confirmou que o material biológico pertence a ele e também a uma mulher que ainda não foi identificada — e aí tá um dos pontos que tá intrigando os investigadores.

Mesmo com a confirmação, os peritos frisaram que não dá pra saber com precisão quando esse sangue foi deixado lá. Não existe tecnologia, ao menos por enquanto, capaz de apontar o momento exato das manchas. Por conta disso, a Polícia Civil pediu uma nova análise, dessa vez pra tentar comparar o DNA feminino encontrado com o da esposa de Adalberto. Isso pode ajudar a entender se tem alguma ligação direta com o caso ou se é só coincidência. A possibilidade de essas manchas serem antigas e sem relação com a morte dele ainda não foi descartada, segundo os próprios investigadores.

O corpo de Adalberto apareceu dias depois do desaparecimento, dentro de um buraco numa obra perto do Autódromo de Interlagos, zona sul da capital. E o detalhe mais curioso: não tinha sinal evidente de sangramento. A causa da morte, conforme indicado pelo laudo da perícia, foi asfixia. Provavelmente por compressão no tórax ou no pescoço. Há ainda dúvida se ele já estava morto quando foi colocado no buraco ou se morreu ali dentro, por causa da pressão.

— Ele pode ter sido sufocado antes ou colocado com vida e morrido lá, por conta do aperto no peito — explicou o delegado Rogério Thomaz, um dos responsáveis pelo caso.

Do you have a pet at home?

Mas a investigação ganhou mais um elemento que deixou o caso ainda mais nebuloso. A perícia detectou a presença de PSA (antígeno prostático específico) na região genital da vítima. Essa substância costuma aparecer em contextos de atividade sexual, mas a polícia fez questão de dizer que isso, por si só, não significa que Adalberto teve relação sexual antes de morrer. É que, segundo explicações médicas, esse tipo de líquido pode sair naturalmente do corpo após uma asfixia.

— A presença do PSA pode estar relacionada ao próprio processo de morte por asfixia. Não temos nenhum indício concreto de que houve relação sexual até agora — disse o delegado Fernando Ellian, também envolvido na apuração.

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