Mulher morta a facadas no RS disse à polícia que temia ato de violência do ex em ocorrência 3 dias antes de feminicídio
Tragédia em Canoas: A História de Juliana e as Falhas na Proteção às Mulheres
Na noite de segunda-feira, dia 19, a cidade de Canoas foi abalada por um crime brutal que resultou na morte de Juliana Thais Mateus, uma jovem de apenas 30 anos, que foi assassinada a facadas. O caso, que chocou a todos, revela não apenas a fragilidade do sistema de proteção às mulheres, mas também as realidades sombrias que muitas enfrentam diariamente.
O Contexto do Crime
Juliana, que tinha uma filha de cinco anos, estava vivendo um pesadelo em seu relacionamento com Ederson Jesus da Silveira, o principal suspeito do crime. Eles tiveram um relacionamento amoroso que durou cerca de oito meses antes de decidirem morar juntos. No entanto, a situação rapidamente se deteriorou quando Ederson começou a demonstrar comportamentos violentos, especialmente quando estava sob o efeito de drogas.
De acordo com relatos da própria Juliana, a violência era uma constante em sua vida. Ela foi ameaçada de morte em várias ocasiões, incluindo uma tentativa de asfixia que ocorreu na semana anterior ao seu assassinato. Em depoimento, Juliana mencionou que Ederson a ameaçou com uma faca, dizendo que, caso ela não ficasse com ele, não poderia ser de mais ninguém. É uma realidade angustiante que muitas mulheres enfrentam, onde o amor se transforma em um ciclo de medo e opressão.
As Consequências do Crime
A tragédia não parou apenas na morte de Juliana. Sua mãe, de 68 anos, também foi atacada e permanece internada em estado grave no Hospital de Pronto Socorro de Canoas. A filha de Juliana, que presenciou o crime horrendo, agora está sob os cuidados de uma familiar, com o acompanhamento do Conselho Tutelar. É um cenário devastador que deixa cicatrizes profundas não apenas nas vítimas, mas em toda a família e na comunidade.
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Falhas no Sistema de Proteção
Após o crime, surgiram questões sobre a eficácia das medidas de proteção disponíveis para mulheres em situação de violência. O delegado Ivanir Caliari, responsável pela investigação, declarou que solicitou uma medida protetiva de urgência no mesmo dia em que o caso foi registrado. No entanto, o suspeito não foi localizado para ser notificado, o que levanta sérias preocupações sobre a implementação e a eficácia dessas medidas.