“Foi uma barbaridade”, diz ex-deputada retirada de voo por uso de almofada
Repercussões e a resposta da Gol
Após o incidente, a companhia aérea se manifestou inicialmente alegando a ausência de um formulário MEDIF, que deveria ter sido apresentado previamente. Contudo, Célia Leão contestou essa justificativa, afirmando que a empresa estava “problematizando uma almofada” e a considerando um risco à segurança. Para ela, a ação da Gol foi conveniente, uma vez que ignorou o fato de que a almofada foi levada para a Argentina sem problemas.
A ex-deputada descreveu o episódio como algo “inusitado” em sua vida e na aviação, enfatizando a importância de “não podemos nos calar”. Ela acredita que quando um direito não é respeitado para uma pessoa, ele também não é para toda a sociedade. A experiência dela ressalta a necessidade de maior sensibilidade e respeito por parte das companhias aéreas em relação às necessidades de pessoas com deficiência.
As consequências do incidente
O resultado do incidente foi um atraso no voo, com todos os passageiros sendo obrigados a desembarcar da aeronave. Célia se sentiu constrangida e mal atendida, e a situação causou um atraso de 40 minutos para os demais passageiros. Após o desembarque forçado, ela teve que passar por todo um processo de remoção, saindo da poltrona, indo para a cadeira de rodas e retirando a almofada. Sua filha, que estava viajando no mesmo voo, também enfrentou problemas, já que sua mala foi retirada juntamente com a de Célia.
A companhia aérea se desculpou pelos transtornos e informou que, após uma nova avaliação, o embarque de Célia foi autorizado para o dia seguinte. No entanto, Célia enfatizou que a Gol “nem sequer pediu desculpas” e que o tempo para isso já havia passado.
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A busca por justiça
Depois do incidente, Célia Leão decidiu entrar com um pedido de tutela de urgência no Tribunal de Justiça de São Paulo, solicitando que a Gol fosse obrigada a realocá-la sem custo e garantindo acessibilidade e conforto. No entanto, o pedido foi negado. O juiz alegou que a solicitação não se enquadrava nas hipóteses para o plantão judiciário, mostrando mais uma vez a dificuldade que as pessoas com deficiência enfrentam em busca de seus direitos.
Este caso não é apenas sobre Célia Leão; é um reflexo maior de como a sociedade lida com a acessibilidade e o respeito aos direitos das pessoas com deficiência. É fundamental que continuemos a discutir e lutar por um ambiente mais inclusivo para todos.