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Os Perigos e Conquistas da Viagem Histórica do Papa Francisco ao Iraque

Os Perigos e Conquistas da Viagem Histórica do Papa Francisco ao Iraque

Em março de 2021, o Papa Francisco fez uma viagem ao Iraque que ficou marcada na história não apenas por ser a sua primeira após a pandemia de Covid-19, mas também pelos perigos iminentes que o acompanhavam. De acordo com um relatório dos serviços de segurança britânicos, houve duas tentativas de atentado contra a vida do pontífice, revelando a tensão e os riscos envolvidos nessa visita tão significativa.

A primeira tentativa foi frustrada quando a polícia iraquiana interceptou uma jovem que estava em direção a Mossul, a terceira maior cidade do Iraque, portando explosivos com a intenção de detoná-los durante a visita do Papa. Além disso, uma van em alta velocidade foi avistada a caminho da cidade, também com o intuito de cometer um ataque. Essas informações só vieram à tona em dezembro de 2024, quando o Papa Francisco mencionou em sua autobiografia, intitulada “Esperança”, os detalhes dessas tentativas de ataque.

“A polícia iraquiana os interceptou e detonou os explosivos. Isso também foi muito marcante para mim, foi o fruto envenenado da guerra,” comentou Francisco, refletindo sobre a violência que permeia a região e como isso impacta as vidas das pessoas. Essa viagem, portanto, não era apenas um movimento religioso, mas também um ato de coragem e um símbolo de esperança em tempos de conflito.

O Contexto da Viagem

A visita do Papa ao Iraque foi considerada de altíssimo risco, tanto pela situação de segurança no país quanto pela pandemia de Covid-19, que estava em sua segunda onda. No entanto, o Papa expressou uma determinação inabalável em visitar um país tão rico em história bíblica e que abriga uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo. Essa conexão com a história e a tradição foi um dos principais motivadores para a sua viagem.

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O Papa Francisco se tornou o primeiro pontífice a pisar em solo iraquiano, um marco não apenas para a Igreja Católica, mas para todos os que acreditam no diálogo inter-religioso e na paz. Durante sua estadia, ele visitou várias cidades, celebrou missas e se encontrou com líderes e autoridades locais. Em Bagdá, por exemplo, ele celebrou a primeira missa pública do país para um pequeno grupo de 100 pessoas na Igreja de São José, um momento que trouxe esperança e renovação para a comunidade local.

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