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Os Bastidores das Batinas: A História de Graciela Meraviglio e Papa Francisco

Os Bastidores das Batinas: A História de Graciela Meraviglio e Papa Francisco

Graciela Meraviglio é uma figura que, apesar de não ser amplamente conhecida, carrega consigo uma história única e fascinante. Ela foi a costureira das batinas do papa Francisco, e essa jornada começou muito antes de Jorge Bergoglio assumir o papado. Em uma entrevista reveladora à CNN, Graciela compartilhou detalhes sobre seu encontro com o futuro papa e suas conversas inusitadas.

O Primeiro Encontro

Graciela conheceu Francisco na década de 1990, quando ele ainda era apenas um padre em Buenos Aires. O ambiente do encontro era bastante simples: uma mesa austera de madeira e uma imagem de São José, que refletia a humildade do homem que mais tarde se tornaria um líder espiritual global. Ela descreveu a cena como se ele estivesse mergulhado na leitura de um livro, vestido com suas calças, um clérgima e um suéter.

Quando Graciela se apresentou como alfaiate eclesiástica, Francisco, de maneira surpreendente, expressou seu espanto ao dizer: “Você? Esperei uma pessoa mais velha vir e fazer uma batina para mim. Mas por que você vai fazer uma batina para mim?”. Essa resposta inicial já mostrava um traço marcante da personalidade de Francisco: sua simplicidade e sinceridade.

Uma Relacionamento Inusitado

À medida que o relacionamento entre Graciela e Francisco se desenvolvia, ele se revelou mais desafiador do que ela esperava. No início, o papa parecia relutante em aceitar a batina que ela estava fazendo. Ele a chamava de “cigana” e insistia que não precisaria usar uma batina, o que acabou gerando uma série de debates entre eles.

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“Meu relacionamento com ele começou com uma briga”, disse Graciela, destacando o jeito confrontador de Francisco. Essa dinâmica, que poderia parecer estranha para muitos, era uma parte fundamental da conexão deles. Ela se lembrou de uma conversa específica em que ele questionou: “Para que eu vou usar isso?”. Graciela, com confiança, respondeu: “Porque você vai ser monsenhor. Você será nomeado monsenhor em Buenos Aires”.

A Nomeação e a Aceitação

O dia 27 de novembro ficou marcado na memória de ambos. Era o dia em que Francisco deveria receber o título de monsenhor. Graciela recorda que ele quase desmaiou ao perceber a seriedade da situação. Esse momento foi o início de uma série de batinas que ela fez para ele ao longo dos anos, incluindo aquelas que ele usaria como cardeal e, finalmente, como papa.

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