Carreira de Zé Felipe pode piorar doença sem cura? Médico explica
Conhecido por uma série de hits que conquistam milhões de fãs, o cantor Zé Felipe, de 26 anos, enfrenta desde 2019 uma batalha silenciosa contra a espondilite anquilosante. A doença, também chamada de espondiloartrite, é uma condição crônica que causa inflamação nas articulações e na coluna, resultando em dores intensas e rigidez. Apesar disso, Zé mantém uma rotina cheia de compromissos na música, levantando dúvidas sobre como ele concilia a carreira com os desafios do diagnóstico.
A rotina do cantor e o impacto da doença
A intensidade da vida artística de Zé Felipe, com apresentações, viagens e longos períodos de preparação, poderia sugerir um agravamento da doença. Contudo, especialistas garantem que, com o tratamento adequado, é possível levar uma vida normal.
Em entrevista à CARAS Brasil, o reumatologista Fabio Jennings esclarece que o diagnóstico de espondiloartrite não impede que Zé Felipe continue ativo em sua carreira, desde que siga à risca o tratamento e mantenha acompanhamento médico. “O objetivo do tratamento é devolver à pessoa a rotina de vida que sempre teve”, afirma o médico.
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Tratamento: foco em medicamentos e qualidade de vida
O controle da espondilite anquilosante envolve, em um primeiro momento, o uso de medicamentos anti-inflamatórios convencionais. Quando esses não são suficientes ou causam efeitos colaterais, entram em cena os tratamentos biológicos. Esses medicamentos, desenvolvidos em laboratório, atuam diretamente nas moléculas inflamatórias que desencadeiam a doença.
“Temos vários agentes biológicos aprovados no Brasil, todos com resultados muito eficazes e seguros”, explica Jennings. Além disso, ele menciona os inibidores das Janus Kinases (iJAK), medicamentos orais mais recentes que têm se mostrado eficientes no controle da inflamação.
Mas o tratamento vai além dos remédios. Segundo o especialista, mudanças no estilo de vida são igualmente importantes para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Hábitos como a prática regular de exercícios físicos, que ajudam a manter a mobilidade das articulações, e uma alimentação equilibrada são essenciais.
Quais são os sintomas da espondiloartrite?
A espondilite anquilosante se manifesta principalmente por dores na região lombar, que podem ser confundidas com desconfortos comuns do dia a dia. No entanto, há diferenças importantes. A dor crônica, que dura mais de três meses, costuma piorar durante o repouso e é mais intensa pela manhã, mas melhora com a movimentação.