Após acidente doméstico, Fafá de Belém reduz trabalho: “Aprendi a dizer não”
A cantora Fafá de Belém, um dos maiores ícones da música brasileira, viveu um momento inesperado em junho deste ano que a fez repensar sua trajetória de quase 50 anos de carreira. Aos 68 anos, a artista tropeçou em um tapete de sua casa e sofreu uma lesão no joelho, o que a obrigou a ficar de repouso por dois meses. Essa pausa forçada trouxe não apenas limitações físicas, mas também reflexões profundas sobre sua relação com o trabalho e a vida pessoal.
Uma pausa inevitável
Acostumada a uma rotina intensa, Fafá precisou cancelar compromissos importantes, como sua tradicional participação no Festival de Parintins, além de eventos internacionais. Mesmo assim, a cantora não perdeu a oportunidade de se conectar com o público. Menos de um mês após o acidente, apresentou-se em Portugal, surpreendendo a todos ao subir ao palco em uma cadeira de rodas.
“Eu comecei a trabalhar muito cedo, aos 17 anos, e nunca parei. Sempre fui muito ativa, mas chega um momento em que o corpo pede uma pausa”, afirmou em entrevista. Ainda hospitalizada, a artista já dava sinais de que essa pausa seria mais do que física. Era um convite para rever prioridades.
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Lições de uma nova fase
Durante o período de recuperação, Fafá usou o tempo longe dos palcos para refletir sobre sua carreira e as escolhas que fez ao longo da vida. Em conversa com a CNN, ela compartilhou o aprendizado que tirou da experiência: “Depois de dois meses parada por conta do joelho quebrado, eu refinei muito o que eu quero fazer. Aprendi a dizer não para coisas que não acrescentam.”
Para uma artista que sempre manteve uma agenda cheia, essa mudança de perspectiva foi um marco. “Por minha natureza, sempre quis fazer tudo, sem parar. Mas agora, aos 68, fui obrigada a ficar dois meses e meio pensando e repensando. Sou muito grata pelas pessoas que entraram e saíram da minha vida, porque tudo isso me trouxe até aqui.”
O impacto do acidente
Além das limitações físicas, o acidente trouxe um impacto emocional significativo. Para alguém que se define como hiperativa, a pausa forçada não foi fácil, mas necessária. “Eu adoro trabalhar, sou movida pelo que faço, mas é importante avaliar o que realmente vale a pena. Depois de tanto tempo na estrada, a gente precisa ouvir o próprio corpo.”