Mãe de Priscila Belfort faz forte desabafo sobre sumiço 20 anos depois: ‘Vivo o luto diário’
Neste domingo (10), o programa “Geral do Povo”, apresentado por Geraldo Luís, vai trazer uma reportagem especial sobre o desaparecimento de Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, que completa 20 anos em janeiro de 2024. A atração será transmitida ao vivo, às 18h, pela RedeTV! e promete emocionar os telespectadores, trazendo à tona a história da busca incessante por respostas de sua mãe, Dona Jovita Belfort.
Priscila desapareceu no dia 9 de janeiro de 2004, e até hoje a família busca entender o que aconteceu. Na reportagem, Geraldo Luís viaja até o Rio de Janeiro para reviver os últimos passos de Priscila, visitando os lugares e tentando reconstruir os últimos momentos da jovem. Além disso, ele conversa com Dona Jovita, que, com muita emoção, compartilha sua dor e as marcas deixadas por tantos anos de incerteza.
A dor da espera
A entrevista de Dona Jovita é um dos pontos altos do programa. Ela conta como a vida mudou após o desaparecimento da filha e como o luto se tornou uma constante em seu dia a dia. “Sair de casa é a coisa mais difícil. Eu fico sempre esperando aquele telefone tocar, sabe? Todo dia eu vivo esse luto… essa angústia. E é muito difícil sair de perto do telefone, é como se fosse um problema sério pra mim”, diz, com a voz embargada.
How many pets have you had?
A mãe de Priscila também reflete sobre as investigações e fala sobre o que acredita ter sido o real motivo do desaparecimento da filha. Para Dona Jovita, o tráfico de drogas não teve nada a ver com o caso, embora, durante muitos anos, ela tenha cogitado várias possibilidades. “Hoje, eu tenho quase certeza de que não tem nada a ver com tráfico, sabe? Eu já pensei em tudo, em todas as possibilidades, em tudo o que você pode imaginar, mas acho que não foi isso”, revela.
A frustração com a falta de apoio
Uma das partes mais emocionantes da entrevista é quando Dona Jovita fala sobre a falta de apoio da família do ex-namorado de Priscila, um rapaz de boa situação financeira, que ela afirma ser muito bem-educado e de uma família com recursos. “Eu fiquei muito triste com a família do namorado da Priscila. Ele não era traficante, não. Era uma pessoa bem nascida, com uma família estruturada, e o que mais me magoou foi que a família dele, com toda a condição que tinha, sumiu completamente da nossa vida. Eles tinham poder, mas não nos ajudaram. Ninguém da família dele quis colaborar, e isso é uma dor que eu carrego até hoje”, desabafa Dona Jovita.