Vida após o falecimento? Estudiosos descobrem o ‘terceiro estado de existência’
A vida após o falecimento é um tema que sempre gera debates e reflexões profundas. Muita gente se pergunta o que acontece com a gente depois que nosso corpo não funciona mais. Existem várias teorias, desde as mais filosóficas até as mais espirituais. Mas uma pesquisa recente está começando a mostrar algo bem interessante: pode haver um tipo de “semi-vida” que acontece logo após o falecimento de um organismo.
Tradicionalmente, o falecimento é visto como o fim total de um ser vivo, quando o corpo já não consegue mais funcionar. Contudo, existem alguns períodos em que órgãos e tecidos ainda podem ser viáveis para transplante. Isso quer dizer que, mesmo depois do óbito, algumas partes do corpo ainda conseguem “sobreviver” um tempo, podendo ser usadas em outras pessoas.
A pesquisa feita por um grupo da Universidade do Alabama em Birmingham traz uma nova perspectiva. Eles descobriram que, entre a morte do organismo e a reação das células, há um espaço onde algumas delas continuam a ter atividade. É como se elas estivessem em um estado intermediário, o que eles chamaram de “terceiro estado de existência”.
O Que Acontece Quando partimos?
Quando nosso corpo entra em colapso, uma série de reações químicas começa a acontecer. Sem oxigênio e energia, as células começam a se desintegrar. Mas esse processo não é instantâneo, e é por isso que é possível realizar transplantes. Algumas células e órgãos conseguem permanecer viáveis por um tempo após o falecimento, e isso abre espaço para novas possibilidades.
How many pets have you had?
Mas aqui entra a pergunta: e se as células fossem capazes de se adaptar mesmo após a partida? Os pesquisadores observaram células de pele de embriões de sapos que, mesmo depois de sem vida, conseguiram sobreviver e se transformar. Um exemplo interessante foi que as células, que normalmente usam cílios para limpeza, começaram a se mover. Isso é incrível!

As células que conseguiram sobreviver foram mantidas em placas de petri com um mínimo de suporte. O foco era entender como elas se comportavam. Os pesquisadores notaram que essas células formavam pequenos grupos, a que chamaram de xenobots. Elas mudaram tanto que ganharam novas funções, como se locomover.
Xenobots e Androbots
Vale ressaltar que esses xenobots não são células de linhagens bem conhecidas, como as células HeLa, que se multiplicam sem controle. Os xenobots têm um tempo de vida limitado e não se reproduzem. Além disso, eles não estão sozinhos nessa! Os pesquisadores também encontraram agrupamentos celulares similares em pulmões humanos, que deram o nome de androbots. Esses grupos também conseguiram sobreviver e até apresentar funções curativas.