Quem ficará com herança de Ary Toledo, que não teve filhos e esposa?
Ary Toledo, um dos humoristas mais conhecidos do Brasil, faleceu aos 87 anos no último sábado, dia 12, e a situação de quem vai ficar com a fortuna dele tá gerando muita dúvida. Ele tava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, já fazia um tempo, e acabou não resistindo. Mas agora, além da tristeza, surge essa questão: quem vai ficar com a herança?
De acordo com o site iG, o Ary não deixou herdeiros diretos, já que ele não tinha filhos e, depois que a esposa dele, Marly Marley, faleceu em 2014, ele ficou sozinho. Eles foram casados por quase 50 anos, mas não tiveram filhos. Então, quando alguém morre nessa situação, a lei brasileira segue um caminho específico pra dividir os bens, como explicou a advogada Adriana Maia pra publicação.
Ela disse que, quando a pessoa não tem filhos ou cônjuge, a herança vai pra um processo legal que, em alguns casos, acaba sendo administrado pelo estado. É o que se chama de “sucessão legítima”. Nesse caso, os “herdeiros necessários” são os primeiros que podem receber os bens que o falecido deixou. A lei começa procurando descendentes, ou seja, filhos e netos. Se não tiver, vai atrás dos ascendentes, como pais ou avós. No caso do Ary, que não tinha filhos e os pais provavelmente também já faleceram, começa a busca pelos herdeiros colaterais.
E quem são esses herdeiros colaterais? São os parentes mais próximos que não são descendentes ou ascendentes, como irmãos, sobrinhos e até primos. Se o Ary tiver algum parente assim, essas pessoas podem tentar reivindicar os bens que ele deixou. Agora, se não aparecer nenhum parente, a Justiça tem que nomear um curador pra cuidar da herança. É um processo meio longo e burocrático, mas é o que a lei manda.
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O Ary Toledo foi um nome marcante, principalmente pra quem acompanhava os programas de humor na TV. Ele fez muito sucesso no SBT, contando piada no programa do Silvio Santos e fazendo muita gente rir com seu jeito. Quem assistia TV lá pelos anos 80 e 90 deve lembrar bem das piadas dele. Era um cara que sabia como ninguém arrancar risadas, mas também tinha um lado mais crítico, que às vezes usava o humor pra falar de política e outros temas.