Mala com US$ 10 mil é encontrada em meio a doações no Rio Grande do Sul
A calamidade pública deixou 175 mortos e 38 pessoas estão desaparecidas. Após um pouco mais de um mês desde o início das enchentes, o Rio Grande do Sul ainda tem 478 municípios atingidos e mais de 423,4 mil pessoas desalojadas de suas casas. Outras 18,8 mil seguem em abrigos provisórios.
“Estamos vendo uma grande onda de solidariedade de todo o país. A gravidade da tragédia sensibilizou muitas pessoas e empresas para doarem, fazendo recursos chegarem a pessoas e organizações no Rio Grande do Sul, com muitas demandas e necessidades nesse momento. Isso é fundamental, pois complementa a ação feita pelo setor público, seja municipal, estadual ou federal”, pontua Fernando Nogueira, CEO da ABCR.
Para ele, o desafio mais relevante será manter essas doações depois de um tempo da tragédia. O monitor foi criado em março de 2020 para acompanhar e mapear as doações feitas em prol do combate à pandemia de Covid-19. De abril de 2020 a dezembro de 2021, o valor doado superou R$ 7 bilhões.
“Como tornar esse impulso de solidariedade e ajuda mais recorrente, fazendo que pessoas doem regularmente, e não apenas em momentos de emergência? Foi o que vimos na Covid. Houve muita doação durante a pandemia, mas o nível não se manteve nos anos seguintes”, afirma Nogueira.
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