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Jovem pediu para ser amputada aos 19 anos, e diz que renasceu e foi libertada

A história de Fabiana Carolina é um testemunho de resiliência e superação diante de uma doença rara e agressiva. Aos 8 anos, após um acidente, ela foi diagnosticada com um coágulo de sangue na região dos glúteos. No entanto, esse coágulo revelou-se ser o primeiro sinal de um tipo de tumor benigno chamado desmoide, que se mostrou altamente invasivo.

Ao longo dos anos, Fabiana enfrentou mais de 45 cirurgias para a remoção dos tumores. Aos 19 anos, diante das dificuldades e da falta de utilidade funcional de sua perna, ela tomou a difícil decisão de amputá-la. Essa escolha, embora tenha partido dela, foi apoiada pela equipe médica que a acompanhava em Curitiba.

Hoje, aos 25 anos, Fabiana leva uma vida comum. Ela é casada, concluiu recentemente a faculdade e trabalha como assistente de TI. Sua história inspiradora mostra que é possível encontrar a felicidade e a realização pessoal mesmo diante de adversidades tão significativas.

No relato dado à VivaBem, Fabiana compartilhou sua jornada desde o momento do acidente até a decisão de amputar a perna. Ela recorda que, após o acidente, o coágulo de sangue inicialmente diagnosticado era, na verdade, um desmoide. Esses tumores benignos, embora não cancerosos, são conhecidos por sua agressividade e pela capacidade de se alimentarem do músculo liso em qualquer parte do corpo.

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A partir desse diagnóstico, Fabiana passou a enfrentar a doença durante muitos anos. A cada seis meses, ela precisava passar por uma nova cirurgia para remover os tumores que cresciam em sua perna. O tamanho desses tumores era alarmante, chegando a pesar 2,4 kg, e a situação era tão grave que se assemelhava à elefantíase.

Em busca de tratamento mais especializado, Fabiana encontrou o Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, onde continuou seu acompanhamento médico. Após um ano e um mês de quimioterapia, que não conseguiu diminuir os tumores de forma significativa, ela decidiu discutir a possibilidade de amputação com seu médico.

A decisão de amputar a perna não foi fácil, mas Fabiana chegou a um ponto em que considerou que sua perna não tinha mais utilidade e já não poderia ser funcional, mesmo após a remoção dos tumores. Ela e sua equipe médica discutiram os riscos e os benefícios da amputação, e chegaram a um acordo sobre a altura da amputação e como seria realizada.

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